sexta-feira, 23 de abril de 2010

O adolescente com autoestima alta



Em relação a si mesma
* Demonstra confiança e segurança em si mesma e em suas capacidades; demonstra responsabilidade pelo que faz, sente e pensa.
* Consegue controlar suas ações, impulsos e emoções e falar sobre seus sentimentos.

Em relação aos demais
* Expressa-se bem verbalmente, de forma clara e direta.
* É capaz de tomar decisões sozinha, aceitando o diálogo.
* Toma iniciativa de fazer amigos e é procurado por eles.
* Tem boas relações com os professores e adultos e respeita a hierarquia e autoridade.

Em relação às tarefas
* É capaz de seguir metas, assumir e cumprir compromissos.
* Esforça-se e tem persistência nas tarefas, mesmo que tenha dificuldades.
* É criativa, curiosa e capaz de assumir tarefas novas.
* Sabe reconhecer seus erros e não se culpa pelos fracassos.
* Entende sucessos como resultado de seu empenho, de suas habilidades ou talentos.
* Sabe fazer lições e trabalhos junto com os colegas.
* É alegre e gosta de brincar, fazer esportes, estar com os amigos, ir à escola, fazer as lições e tarefas.

Para melhorar o desempenho pessoal



Autoestima é o sentimento que cada pessoa tem com relação a si mesma e é formado a partir da imagem que ela tem de si e da imagem que os outros têm dela. Uma pessoa com autoestima alta tem amor próprio, acredita em si mesma, tem confiança e segurança.
Ela também valoriza suas habilidades e talentos, mas conhece suas limitações. Além disso, tem valores bem definidos e sente-se feliz em corresponder às expectativas das pessoas que a cercam. Um adolescente com boa autoestima enfrentará a vida com uma atitude positiva, sem medo de desafios e de correr riscos.
Por outro lado, uma criança com baixa autoestima sente-se desvalorizada, não acredita em suas qualidades ou que possa fazer coisas boas e tem medo de aprender enfrentar coisas novas, pois acha que será sempre um fracasso. Além disso, é mais influenciável, pois não confia em si mesma para desenvolver opinião própria e tende a ter sempre a uma atitude negativa perante a vida.
A autoestima tem um papel decisivo nos êxitos e fracassos escolares e na própria vida, na felicidade e bem-estar psíquico e nos relacionamentos. Numerosas pesquisas já comprovaram que o nível de autoestima e o sucesso escolar estão estreitamente ligados. Paias e familiares próximos têm um papel decisivo no desenvolvimento de autoimagem e autoestima positivas, em especial nos primeiros anos escolares
A aprovação ou desaprovação dos pais e professores repercute de forma negativa ou positiva na criança.
* Se eles valorizam suas qualidades, aprovam suas atitudes, fazem elogios a cada progresso obtido e a estimulam a ir adiante, aumentam o sentimento de confiança que o adolescente tem em si mesmo. Com isso, ele se comportará de forma cooperativa, responsável e se esforçará para ter êxito nos estudos.
* Se sua autoimagem é negativa, seu comportamento tenderá a ser pouco responsável, agressivo, indisciplinado, e seu rendimento escolar será baixo. Com um comportamento negativo, a criança irá gerar repreensões, cobranças e castigos dos pais e professores, e isso reforçará ainda mais a autoimagem e autoestima negativa do adolescente. Esse é um círculo vicioso altamente prejudicial e pode marcar definitivamente a vida de uma criança.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Como desenvolver sua Inteligência Emocional


Segundo estudos realizados pelo psicólogo Daniel Goleman, autor do livro “A Inteligência Emocional”, (Editora Campus/Elsevier, 1995), 90% da diferença entre as pessoas que obtém grande sucesso pessoal e profissional, e aquelas com desempenho apenas mediano, se deve a fatores relacionados a competências comportamentais, mais do que às habilidades aprendidas na escola.

O conjunto destas competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:

•Autopercepção – que é a capacidade das pessoas conhecerem a si próprias, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesmo.
•Autocontrole – ou capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.
•Auto-motivação – capacidade de motivar a si mesmo, e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.
•Empatia – habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.
•Práticas sociais – capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe.
Analisando estes fatores comportamentais que compõem a inteligência emocional, percebemos que eles estão intimamente relacionados ao sucesso e às realizações pessoais.

Em qualquer área da atividade humana, pessoas com estrutura emocional sólida, conseguem melhor produtividade, e, por isto, destacam-se entre as demais.

Um esportista que não estiver bem, emocionalmente, mesmo sendo um atleta de destaque, dificilmente obterá vantagem sobre aquele que se apresentar com alto quociente emocional. Também nas empresas ocorre o mesmo, o profissional instável emocionalmente, tem sua produtividade prejudicada ao desempenhar suas funções.

Existe um estudo do professor John Kotter, da Universidade de Harvard, apresentado no livro As Novas Regras. Ele acompanhou um grupo de 115 alunos desta universidade, durante 20 anos, após sua formatura em 1974. Comparou o desempenho profissional deles ao final do período, com as notas obtidas pelos mesmos, ao concluírem o curso. O resultado, ao contrario do que se esperava, mostrou que não havia ralação positiva entra as notas obtidas, e o sucesso pessoal e profissional alcançado pelos participantes. Ou seja, os melhores alunos não foram os que obtiveram maior sucesso pessoal e profissional.

Baseado nos estudos atuais é possível afirmar que a Inteligência Emocional tem maior impacto na realização pessoal, profissional e na felicidade de uma pessoa, do que o QI, quociente de inteligência. Por isto é tão importante aprendermos a desenvolver nosso quociente emocional, ou QE.

No entanto, surge uma questão: é possível desenvolver a Inteligência Emocional? E como fazer para desenvolver esta habilidade tão importante?

Desenvolvendo a Inteligência Emocional
Um programa para desenvolver a inteligência emocional de uma pessoa, precisa cumprir as seguintes etapas:

•Relacionar as principais competências comportamentais desta pessoa em relação ao seu contexto, pessoal e profissional.
•Fazer uma avaliação destes comportamentos, comparando o grau atual destas competências, com o grau desejável naquele contexto.
•Executar um treinamento, em relação aos comportamentos pouco desenvolvidos, com ações práticas.
•Controlar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas.
Depois de saber quais os pontos fortes e as limitações, a pessoa deve ser orientada a desenvolver as competências comportamentais que mais estão prejudicando seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Habilidades como empatia, flexibilidade, espírito de liderança, poder de persuasão, motivação, comunicação e relacionamento interpessoal, entre outras, devem fazer parte do programa de desenvolvimento de sua Inteligência Emocional.

É preciso que a pessoa faça uma planilha com as competências que precisa desenvolver e aproveite todas as situações de sua vida pessoal e profissional para praticá-las.

Treinando, treinando, treinando
É como andar de bicicleta, é preciso praticar até tornar estas competências algo natural em sua vida. Se alguém tem dificuldade de falar em público, e esta competência é fundamental para o desenvolvimento de sua carreira, então será preciso praticar esta atividade até tornar-se espontânea.

Segundo pesquisas, o cérebro emocional aprende através de experiências repetidas. Portanto, depois de identificar seus pontos fracos, é preciso centrar forças neles até desenvolvê-los. É necessário enxergar as oportunidades do dia a dia para praticar suas competências em desenvolvimento.

Quem precisa desenvolver a Inteligência Emocional
Todas as pessoas se beneficiarão ao desenvolver sua Inteligência Emocional. Estudantes conseguirão melhor aproveitamento na escola. Jovens terão melhores condições de conseguir seu primeiro emprego, e construí uma carreira de sucesso desde o início. Profissionais terão melhores oportunidades de crescimento e condições de assumir cargos de chefia. Chefes terão melhores condições de liderar suas equipes. Enfim, a Inteligência Emocional poderá ser a diferença entre uma trajetória bem sucedida, com uma vida cheia de realizações, ou uma carreira medíocre.

Por isto, sugerimos a todas as pessoas: profissionais, estudantes, médicos, executivos e empresários, que busquem identificar seus pontos fortes e pontos fracos em relação à Inteligência Emocional, e desenvolvê-los da melhor forma possível. Lembre-se que nunca é tarde para o crescimento pessoal.

5 - Escola da Educação


Uma das grandes preocupações dos pais hoje em dia, é educar seus filhos emocionalmente, ou seja, prepará-los para enfrentar os desafios impostos pela vida com inteligência. Ensiná-los, como reagir nas diversas ocorrências que podem vir a acontecer.

Segundo, Terezinha Castilho Fulanetto, devemos desenvolver todos os tipos de inteligência na criança, pois se todo o espectro é estimulado, a criança se desenvolve mais harmonicamente, previnindo obstruções e evitando bloqueios de capacidades. Todas as competências da criança devem ser estimuladas.

"Ter inteligência emocional significa perceber os sentimentos dos filhos e ser capaz de compreendê-los, tranquilizá-los e guiá-los." Diz John Gottman em seu livro Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos. Segundo ele, os pais devem ser os preparadores emocionais dos filhos, o que muitas vezes não tem ocorrido devido ao stress e a correria do cotidiano.

A infância modificou-se muito nos último anos, o que vem dificultar ainda mais o aprendizado afetivo. Os pais que são efetivamente preparadores emocionais, devem ensinar aos filhos estratégias para lidar com os altos e baixos da vida. Devem aproveitar os estados de emoções das crianças, para ensiná-las como lidar com eles e ensiná-la como tornar-se uma pessoa humana.

Porém, nas últimas décadas, uma visão desmedidamente liberal entre pais e filhos e escola/crianças tem comprometido a educação e o aprendizado, diz Roberto Lira Miranda, em Além da Inteligência Emocional: Uso integral das aptidões cerebrais no aprendizado, no trabalho e na vida. O receio de produzir crianças reprimidas está gerando uma quantidade muito grande de crianças mal educadas e emocionalmente menos aptas.

Para aqueles pais que ainda não são preparadores emocionais, Gottman, propõe 5 passos para que se tornem:

1. Perceber as emoções das crianças e as suas próprias;
2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação;
3. Ouvir com empatia e legitimar os sentimentos da criança;
4. Ajudar as crianças a verbalizar as emoções;
5. Impor limites e ajudar a criança a encontrar soluções para seus problemas.

Embora os pais tenham papel fundamental na educação emocional dos filhos, algumas iniciativas em escolas têm se mostrado positivas. Hoje, assistimos ao fortalecimento do indivíduo enquanto pessoa, fazendo com que as instituições, para obter sucesso, moldem-se aos indivíduos, treinando professores para tal missão.

Segundo Gilberto Vitor, estamos assistindo a passagem de uma sociedade de sobrevivência para uma de realização pessoal, onde o indivíduo ganha importância enquanto valor e responsabilidade. Daí o surgimento de tantas associações.

O "princípio da educação emocional" é simples. Devemos ensinar ao indivíduo o senso de respeito, importância e de responsabilidade. Não apenas falando ou impondo responsabilidades, mas compartilhando responsabilidade com ele. E isto é fácil de se conseguir: atividades em equipes, onde todos trabalham igualmente e possuam a responsabilidade de manter a equipe viva.

Ainda segundo Gilberto Vitor, a "escolas emocionais" devem:

Investir menos esforços em medir conhecimentos (as notas) e mais tempo e enfoque na aprendizagem.
Compartilhar responsabilidades com seus alunos.
Investir nas tecnologias modernas de ensino.
Identificar e promover talentos individuais.
Promover reciclagem permanente de professores.
Enfatizar atividades em grupo.
Enfatizar a criatividade de cada aluno.
Ensinar o aluno como aprender.
Percebemos que a educação deve ser prioridade do Estado. Mas não só uma responsabilidade dele. Todos devemos compartilhar na educação de nossas crianças e adolescentes, dando oportunidade a eles de crescer e "se tornar adultos", dando oportunidade de mostrarem-se à humanidade, para que fatos lamentáveis, como adolescentes incendiando mendigos, deixem de acontecer.

"Todos somos beneficiários de uma boa educação da juventude."

4 - Como melhorar seu QE?


Daniel Goleman em seu livro diz que a melhor maneira de tornar as pessoas mais inteligentes emocionalmente é começar a educá-las quando ainda são crianças. Em uma entrevista à HomeArts ele adverte que deve-se lembrar que ensinar inteligência emocional às crianças não significa que você não possa ser neurótico. Você apenas precisa ver o que a criança precisa, e estar lá para ela.
Nesta mesma entrevista Daniel Goleman afirma que para um adulto melhorar sua própria inteligência emocional, a primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido ao fato que seus hábitos emocionais foram aprendidos na infância.

3 - Importância das Emoções


Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas.Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.
Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da informação. Nossas emoções nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões simples. Por que? Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.
Ajuste de limites: Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental.
Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros.
União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar dar emoções serem "universais".

2 - O que é Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns. (Gilberto Vitor)

Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
3. Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.

As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal. As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal.

Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.

1. Organização de Grupos: é a habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea.
2. Negociação de Soluções: o papel do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
3. Empatia - Sintonia Pessoal: é a capacidade de, identificando e entendendo os desejos e sentimentos das pessoas, responder (reagir) de forma apropriada de forma a canalizá-los ao interesse comum.
4. Sensibilidade Social: é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.

Inteligência Intra-Pessoal: é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo. É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.

1 - Introdução

Até pouco tempo atrás o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo raciocínio lógico e habilidades matemáticas e espaciais (QI). Mas o psicólogo Daniel Goleman, PhD, com seu livro "Inteligência Emocional" retoma uma nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da inteligência emocional como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria da situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão, gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

O Tempo

O TEMPO
Quanto tempo nós temos?
A resposta, meus amigos, não esta no relógio!
Quanto tempo nós temos?
Não muito.
É isso. Não temos muito tempo.
Como não sabemos a resposta a essa pergunta, quero que entendam...
Daqui pra frente, cada minuto, cada segundo deve ser precioso para cada um de nós.

Dez Regras Fáceis de Como Criar um Delinquente

A educação dos filhos
O fator mais importante na educação é conquistar os filhos

Há alguns anos a polícia de Houston, no Texas, Estados Unidos, publicou o que chamou de “Dez Regras Fáceis de Como Criar um Delinquente”. É interessante refletir sobre elas, especialmente os pais e os educadores. Para isso, vamos transcrevê-las:
1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2. Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante.
3. Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e “decida por si mesmo”.
4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade.
5. Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser.
7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.
8. Tome partido dele contra vizinhos, professores, policiais (Todos têm má vontade para com o seu filho).
9. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: Nunca consegui dominá-lo.
10. Prepare-se para uma vida de desgosto.
Sem dúvida, esta é uma lista, fruto da experiência de quem trata com jovens “problemáticos” e que não pode ser desprezada. Fica cada vez mais claro que o aumento da delinquência juvenil é diretamente proporcional à destruição dos lares e das famílias. É muito fácil verificar que, na grande maioria dos casos, o “jovem problema” tem atrás de si “pais problemas”.
A vida familiar é o “arquétipo” que Deus instituiu para o homem viver e ser feliz na face da terra.
Quanto mais, portanto, as santas leis de Deus, em relação à família, forem desrespeitadas e pisadas pelos homens, tanto mais famílias destroçadas teremos, e tanto mais lágrimas rolarão dos olhos dos pais e dos filhos. Ninguém será feliz sem obedecer às leis de Deus. Antes de serem leis divinas elas são leis naturais. E a natureza não sabe perdoar quem se põe contra ela.
No capítulo 30 do Eclesiástico, a Palavra de Deus fala aos pais sobre a sua enorme responsabilidade na educação dos filhos. Ele diz: “Aquele que ama o seu filho corrige-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde” ( 30,1).
Infelizmente são muitos os pais que não corrigem os seus filhos: ou porque são relapsos como pais ou porque também precisam de correção, já que também não foram educados.
Mais à frente esse mesmo livro diz: “Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes curar as feridas” (30,7). Essa palavra é pesada: “estraga com mimos”. A criança mimada torna-se problema; pensa que o mundo é dela e que todos devem servi-la. Não há coisa pior para um filho. Isso ocorre muito com o filho único, objeto de “todas” as atenções e cuidados dos pais, avós e tios. Aí é preciso uma atenção especial!
“Um cavalo indômito torna-se intratável, a criança entregue a si mesma torna-se temerária” (idem 30,8).
Não pode haver mal maior do que deixar uma criança abandonada, materialmente, mas principalmente na sua educação.
“Adula o teu filho e ele te causará medo”, diz o Eclesiástico (30,9).
“Não lhes dê toda a liberdade na juventude, não feches os olhos sobre as suas extravagâncias” (idem, 30,11).
Muitos pais, vendo os filhos errarem, não os corrigem. Temos que ensiná-los a usar a liberdade com responsabilidade. E não lhes dar “toda” liberdade.
Vi certa vez uma frase, em um adesivo de automóvel, que dizia: “Adote o seu filho, antes que o traficante o faça”. De fato, se não conquistarmos os nossos filhos com amor, carinho e correção sadia, eles poderão ir buscar isso nos braços de alguém que não convém. É preciso que cada lar seja acolhedor para o jovem, para que ele não seja levado a buscar consolo na rua, na droga, na violência... fora de casa.
O fator mais importante na educação é que os pais saibam conquistar os filhos; não com dinheiro, roupa da moda, tênis de marca, etc, mas com aquilo que eles são; isto é, a sua conduta, a sua moral íntegra, a sua vida honrada e responsável. O filho precisa ter “orgulho” do pai, ter “admiração” pela mãe, ter prazer de estar com eles, ser amigo deles. Assim ele ouvirá os seus conselhos e as suas correções com facilidade.
Sobretudo é primordial o respeito para com o filho; levá-lo a sério, respeitar os seus amigos, as suas iniciativas boas, etc. Se você quer ser amigo do seu filho, então deve tornar-se amigo dos seus amigos e nunca rejeitá-los. Acolha-os em sua casa.
Diante dos filhos os pais não devem ser super-heróis que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de ser perdoados. E, para isso, os genitores precisam aprender a pedir perdão para os filhos quando erram. Não há fraqueza nisso, e muito menos isso enfraquecerá a autoridade deles de pais. Ao contrário, diante da humildade e da sinceridade dos pais, a admiração do filho por eles crescerá. Tudo isso faz o pai “conquistar” o filho.
O educador francês André Bergè diz que os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos. Parafraseando-o podemos afirmar também que as virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos. Não é sem razão que o povo afirma que filho de peixe é peixinho. Isso faz crescer a nossa responsabilidade.

É importante que os pais saibam corrigir os filhos adequadamente, com firmeza é certo, mas sem os humilhar. Não se pode bater no filho, não se pode repreendê-lo com nervosismo nem o ofender na frente dos amigos e irmãos. Isso tudo humilha o filho e o faz odiar os pais. Conquiste o filho, não com dinheiro, mas com amor, vida honrada e presença na sua vida. E, sobretudo, leve-o para Deus, com você! São Paulo diz aos pais cristãos:
“Pais, não deis a vossos filhos motivo de revolta contra vós, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor” (Efésios 6,4).

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

segunda-feira, 8 de março de 2010

Videos







Nova Descoberta - Petrolina

Palestras ocorridas na Escola Municipal em Nova Descoberta Petrolina - Pernambuco.









Confraternização no último dia:








Apresentando o resultado da pesquisa de qualidade de vida dos adolescentes da escola:







CAIC - Juazeiro

Palestras ocorrida em 2009 no CAIC em Juazeiro da Bahia.








Entre no Orkut do Programa Escola da Vida:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9712518091795524238

Autor

DADOS PESSOAIS

Nome: João Victor Souza Guimarães
Idade: 25 anos
Cidade: Petrolina
Estado Civil: Casado
Filho: 1

Celular: 87 8839-3796
E-mail Pessoal: joaovictor.paz@hotmail.com
E-mail do Programa: programaescoladavida@hotmail.com

Estudo Pedagogia - 5º Periodo
Faculdade UNIESB - INTA

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Temas para os Pais


• Que tipo de Pai ou Mãe é você?

• Simplista, desaprovador, laissez-faire ou preparador emocional?

• Os cinco passos fundamentais da preparação emocional:
1º Percebendo as emoções do filho
2º Reconhecendo a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação
3º Ouvindo com empatia e legitimando os sentimentos do filho
4º Nomear e verbalizar as emoções
5º Impondo limites e ajudando o filho a encontrar soluções

Temas para os Alunos

TEMAS PARA OS ALUNOS:

1. A vida como ela está – Você é insubstituível (pesquisa inicial)
2. Ser Autor da sua História: O Resgate da Liderança do "eu"
3. Contemplar o Belo
4. Código da Psicoadaptação ou da Resiliência
5. Libertar a Criatividade: Superar a Rotina
6. Código do Altruísmo
7. Código do Carisma
8. Código do Eu como gestor do intelecto
9. Os Pensamentos e seus fenômenos
10. Ter um Sono Restaurador
11. A Arte do Auto-Dialogo: A Mesa Redonda do "eu”
12. O autoconhecimento
a) Como gostar de si mesmo – auto-estima
b) Saber as suas qualidades e seus limites
c) Quais os objetivos de vida – nunca desista do seu sonho
d) O que é preciso fazer para alcançar os objetivos
13. Temperamentos (Sanguíneo, Colérico, Melancólico ou Fleumático)
14. As 4 armadilhas da mente - a) O conformismo; b) O coitadismo
15. c) O medo de reconhecer os erros; d) O medo de correr riscos
16. Código da Autocrítica – pensar nas conseqüências dos comportamentos
17. Trabalhar os Papéis difíceis da Memória: Reeditar o Filme do Inconsciente
18. O que é Emoção?
* Componentes de uma emoção
* Reações corporais na emoção
* O que é Educação Emocional
* Como percebemos as emoções
19. Administrar a Emoção (Código do Eu como gestor da emoção)
20. Raiva: efeitos corporais, conduta, origem, conseqüências, manuseio.
21. Medo: efeitos corporais, conduta, origem, conseqüências, manuseio.
22. Tristeza: efeitos corporais, conduta, origem, conseqüências, manuseio.
23. A Inteligência Emocional no Trabalho
24. Ser Empreendedor: Trabalhar Perdas e Frustrações
25. A Arte de Ouvir e a Arte de Dialogar
26. Código do Debate de Idéias
27. A arte do relacionamento
a) O valor da cooperação
b) A administração de conflitos
c) Os tipos de personalidade
d) Trabalhando com diferentes personalidades
28. Comunicação
a) Sensibilidade
b) Comunicando-se bem
c) Algumas regras de comunicação
(Pesquisa Final)
29. Inteligência Espiritual: Superando Conflitos Existenciais
30. Fazer da Vida uma Festa, Uma Grande Aventura (resultado da pesquisa)

PROGRAMA ESCOLA DA VIDA

INTRODUÇÃO:

A nossa espécie está adoecendo coletivamente e principalmente a juventude está numa explosão de desordem de personalidade. Onde deveria ser a geração que vivesse no oásis da tranqüilidade e alegria, maturidade afetiva, grandes pensadores, superasse a solidão e promovesse o diálogo. Nós nos enganamos, jamais fomos tão desumanos em toda a história.
Onde a educação de todos os níveis de hoje, estão com uma camada de personalidades não abertas a aprendizagem. Ficando assim um desespero por parte dos profissionais da educação, que estão de cara com o abismo de problemas! Esses profissionais que são os arquitetos da inteligência estão de mão atadas, coração ferido e partido, sem saber para aonde ir.
“Quanto pior a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria no terceiro milênio”, diz Dr. Augusto Cury.
Apesar de todo o progresso material e cognitivo do homem, é crescente sua infelicidade, pois número crescente de pessoas apresenta perturbações de natureza mental, e procuram nos tranqüilizantes, álcool e nas drogas solução para seus problemas existenciais.
Durante muito tempo, as emoções, nas escolas, ficaram da soleira da porta para o lado de fora. O conceito de inteligência emocional ainda não existia e, como as questões emocionais também não eram, normalmente, abordadas na educação doméstica, as pessoas tinham que aprender a lidar com as suas emoções como podiam, ou não podiam. Assim, na falta de uma educação emocional explícita, elas lutavam na escuridão, contra si mesmas, como dizem Berrocal e Ramos (2001), produzindo geração após geração de "analfabetos emocionais" - a minha inclusive.
Uma das mais extraordinárias descobertas deste final de milênio identifica no homem múltiplas inteligências, entre elas, revela-se um ‘novo homem’ que possui inteligência emocional e quando consegue conhecer e treinar suas emoções, consegue superar limitações que antes eram consideradas estáticas e imutáveis. (ANTUNES, 2000)
A educação emocional implica em desenvolver no educando o autoconhecimento, a autoconsciência, a nível psicológico e somático. Em desenvolver a capacidade de identificar e reconhecer suas emoções e sentimentos, avaliando suas intensidades, e as expressões corporais correspondentes, no momento em que ocorrem. A controlar suas expressões emocionais, a aprender a monitorar seus impulsos e a adiar suas satisfações. Faz parte da educação emocional o desenvolvimento da empatia, capacidade de reconhecer corretamente as emoções do outro e de compreender seus sentimentos e perspectivas, respeitando as diferenças com que as pessoas encaram as coisas, permitindo convívio harmônico com o outro.
O papel da inteligência emocional dentro e fora da escola, exige “educar” as emoções para que as pessoas tornem-se aptas a lidar com frustrações, angústias e medos.

JUSTIFICATIVA:

As maiores tragédias na sociedade do século XXI estão enraizadas nos distúrbios de personalidade.
“Quando eu estiver defendendo um garoto no tribunal, já se perdeu a guerra. A verdadeira luta deveria acontecer aqui na sala de aula.” (Sra. Erin Gruwell do filme Escritores da Liberdade)
Daí surge à necessidade de situar a educação emocional como parte da educação holística, mostrando a importância da introspecção em sua metodologia.
“Acreditamos que a educação com objetivos exclusivamente cognitivos tem se mostrado insatisfatória, pois apesar de tantos avanços tecnológicos, da televisão, dos computadores, multimídia, utilizados no processo educacional, as novas gerações têm mostrado crescente falta de competência emocional e social.” (Jair de Oliveira Santos, Educação Emocional na Escola, 2ª Edição)
A fundamentação teórica exposta até aqui sustenta que a educação emocional desenvolvida em sala de aula pode melhorar o comportamento dos educandos, aumentar a auto-estima, permitir uma ligação positiva com a família e com a escola.

OBJETIVO:

O objetivo macro do Programa Escola da Vida é desenvolver nos participantes a sua competência emocional. O que significa que tenham conjunto de conhecimentos, capacidades, habilidades e atitudes necessárias para compreender, expressar e regular de forma apropriada os fenômenos emocionais, e, sobretudo que sejam capazes de conhecer-se melhor a si mesmos e que consigam canalizar de forma positiva as suas emoções. Para que elas possam ter ferramentas para serem líderes de si mesmas e se tornarem grandes investidoras em qualidade de vida, enfim promova em amplos aspectos da qualidade psíquica e social do ser humano, resgatando e fortalecendo a auto-estima.

Acreditamos que alcançado o objetivo macro do projeto, conseguiremos atingir outros secundários:
• Identificar as suas emoções através do exercício da autoconsciência;
• Debater com os participantes a importância do desenvolvimento da competência emocional, para aprendizagem e para a vida de modo geral;
• Identificar os sinais das emoções e aprender a lidar com eles;
• Articular as suas emoções como passo inicial da busca da paz interior;
• Desenvolver a inteligência interpessoal (como trabalhar com as pessoas, como motivá-las e, principalmente, como relacionar-se bem com os outros), e a inteligência intrapessoal (autocompreensão, autoconhecimento);
• Analisar o cenário da mente humana e das principais funções psicológicas, compreendendo o mecanismo dos pensamentos e das emoções;
• Ensinar a ter qualidade de vida, expandir o prazer de viver, superar a solidão, promover o diálogo intra e interpessoal, estimular a formação de pensadores e enriquecer a arte de pensar, debelar o câncer da discriminação e prevenir a depressão, a síndrome do pânico, os transtornos ansiosos, o estresse, a violência social;
• Ensinar a desenvolver estratégias para a conquista de objetivos e realização de metas para a vida.
• Obter consciência do próprio potencial;
• Capacitar os participantes para conquistar sua autonomia no processo de aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a viver e aprender a fazer, sendo sujeito da mudança da sociedade na qual está inserido;
• Apreciar o ambiente escolar com prazer, sendo o processo educativo mais afetivo, levando-se em conta também as questões psicológicas dos alunos e professores, combatendo então a baixa-estima;
• Ajudar professores e alunos, para que possam trabalhar e desenvolver sua competência emocional na relação pedagógica, favorecendo os processos de ensinar e aprender.
• Apresentar aos pais instruções de base científica mais eminentemente práticas para um bom relacionamento e equipar os filhos com os instrumentos essenciais para a vida;
• Confeccionar uma pesquisa de qualidade de vida com todos os participantes (alunos, pais e profissionais da educação) no aspecto psicológico e analisar na pesquisa as mudanças de comportamentos, atitudes e aprendizagem.

PÚBLICO ALVO:

É importante esclarecer que temos consciência de que educação emocional não se faz apenas com alunos. Um projeto de educação emocional deve envolver todos os atores do contexto escola-aluno-professor-funcionários-família-sociedade. É uma relação de interdependência que passa por diversas vias de mão-dupla. Todos têm que estar envolvidos para que o projeto tenha sucesso.
Isso vale também para as instituições de ensino que buscam praticar a educação emocional. Ela precisa capacitar as pessoas que trabalham dentro dela. Os professores em geral precisam ser capacitados, as pessoas que trabalham na secretaria, até as pessoas que trabalham nos serviços gerais. Todos precisam estar capacitados por que senão vamos ficar falando de uma coisa e fazendo outra. Eu, como administrador, observo que esse caminho não é fácil. (VIEIRA, 2007b, p. 7).

1. PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO:
Estamos na era das doenças psicossomáticas, problemas psíquicos estão sendo jogados para o físico e estamos adoecendo. Cada vez mais educadores estão sendo acometidos por stress ocupacional, gastrite nervosa, cefaléia crônica diária, problemas de pele e de voz no exercício da sua profissão. Temos até o diagnóstico de uma nova doença, a síndrome de Burnout, caracterizada por exaustão física e emocional, prejudicando muito a vida profissional e pessoal dos professores, deixando-os sem ânimo para o trabalho e sem energia para enfrentarem os obstáculos diários.
Artigo da Revista Nova Escola: A Escola é uma questão de desejo?
“Os docentes têm pedido cada vez mais licenças. São muitos os pedidos de dispensas. Identificamos que isso é sintoma de falta de entusiasmo.”
Crianças, adolescentes e adultos chegam à escola com carências emocionais e sociais. Desse modo, é de se esperar que os docentes fiquem com a autoestima baixa, insatisfeitos com eles mesmos e com o trabalho que desenvolvem.
Nesse contexto, levar em conta a importância do desenvolvimento da competência emocional do professor, considerando as frustrações, problemáticas e vicissitudes que lhe são peculiares no exercício de sua profissão é uma necessidade emergente.
O que constitui um grande desafio para o professor: ensinar aos alunos as regras básicas que regem as emoções, mas acima de tudo ele mesmo - o professor - necessita de um preparo emocional, adquirindo a competência de gerenciar suas próprias emoções. Só então, será também capaz de desenvolver o despertar emocional de seus alunos.
A necessidade de gerenciar suas emoções, desenvolvendo assim seu autoconhecimento e conseqüentemente o conhecimento das emoções de seus alunos, o que tornará a sua função educativa mais prazerosa e menos conflitante consigo mesmo e com os outros, já que, segundo Gardner (2000), a função de professor exige o desenvolvimento das inteligências intra e interpessoais, as quais são a base da Inteligência Emocional.
“As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de se sentirem satisfeitas e de serem eficientes em suas vidas, dominando os hábitos mentais que fomentam sua produtividade.” (GOLLEMAN, 1995, p. 49).
Partimos do princípio de que a pessoa emocionalmente inteligente sabe colocar suas capacidades a serviço de metas e motivações. É mais eficiente e realista, mais criativa e disposta ao novo. Dai a importância de um investimento no desenvolvimento pessoal de nossos profissionais da educação.
O programa será apresentado primeiro para toda a equipe da escola, principalmente para os professores, com a colaboração da direção.

2. ALUNO:
Enquanto a aprendizagem oferecida pela escola proporciona atividades de desenvolvimento do pensamento puramente cognitivo, a maior parte do pensamento exigido fora dela requer capacidades muito mais voltadas para a gestão de situações adversas e de pessoas, o que requer a inclusão de um currículo voltado também para o desenvolvimento das múltiplas inteligências, em especial das inteligências intra e interpessoais, as quais são a base para o desenvolvimento da competência emocional do indivíduo. Desta forma, a escola parte de uma visão unitária e uniforme da mente para uma visão muito mais ampla, conceituada por Gardner como uma escola mais humanista, com sua visão centrada no indivíduo, o que envolve todos os âmbitos, não somente o aspecto cognitivo dos alunos.
Pesquisas recentes afirmam que nossos alunos apresentam déficits de aptidões emocionais, afirmação que pode ser comprovada se levarmos em conta o comportamento apresentado por eles: retraimento ou dificuldades de relacionamento social; ansiedade e sintomas depressivos; problemas de atenção ou de raciocínio; assim como atitudes agressivas e delinqüentes.
A grande tragédia educacional do nosso tempo é a triste conclusão que nossa crianças e nossos adolescentes, mesmo possuindo um bom potencial intelectual, não rendem na Escola, apresentando-se como alunos medíocres por questões de ordem emocional, que surgem mascaradas muitas vezes pelos famosos problemas de conduta, trazendo a tona a indisciplina, vilã de nossas salas de aula.
Podemos confirmar o que foi dito, quando observamos os incidentes ocorridos dentro de nossas escolas, tornando manifesto um problema que queremos esquecer e que até justificamos nossa apatia, com a crença de que tais questões não são de responsabilidade da Escola.
Pesquisas recentes mostram um aumento de prisões de jovens envolvidos em crimes violentos e estupro, sem falar no número triplicado de suicídios entre adolescentes. Os dados mostram uma queda nos níveis de competência emocional, que se manifesta através de atitudes como: envolver-se em encrencas constantes, mentir e trapacear, discutir muito (não tendo limites e desrespeitando as pessoas com as quais se relaciona), destruir as coisas dos outros, desobediência na escola e em casa, provocar demais e não demonstrar nenhum controle emocional.
Artigo da Revista Nova Escola: A Escola é uma questão de desejo?
“A Fundação Getúlio Vargas aponta a falta de interesse como o principal motivo da evasão escolar no país. A falta de interesse representou 40,3% das justificativas dadas pelos jovens, entre 15 e 17 anos, para deixar de lado os estudos, ficando à frente até mesmo da necessidade de trabalhar para ajudar a família (que foi de 27,1%).
É preciso criar novidades sempre e ter o compromisso de se adaptar ao habitat do aluno.”
A escola, na pessoa do educador, não pode ficar distante de tudo o que está acontecendo e, entender a educação como um processo psicossocial, já é um grande passo. Temos que aceitar a existência do analfabetismo emocional e desenvolver procedimentos, na escola e nas famílias, para que este quadro possa ser revertido.
Precisamos nos conhecer melhor, investindo no nosso aprimoramento inter e intrapessoal, tendo uma visão mais ampla dos nossos alunos, não só no que diz respeito ao seu desenvolvimento cognitivo, mas antes de tudo enxergando-o empaticamente como um ser humano, dentro de toda fragilidade que é peculiar aos seres humanos.

3. PAIS:
A família é a célula mãe da sociedade, o lugar onde se desenvolvem as estruturas psíquicas, onde a criança/jovem forma a sua identidade e desenvolve o seu emocional. A família tem como função educar os filhos e prepará-los para o convívio social.
Porém, toda relação tem seus altos e baixos e quando isso é provocado na relação com os filhos, isto pode desencadear sentimentos de confusão, questionamentos e culpa nos pais, interrogando se estão agindo da melhor forma com seus filhos, na tentativa de acertarem.
No programa de alfabetização emocional serão oferecidas encontros especiais para os pais, para que saibam o que os seus filhos estão aprendendo e ajudar os pais a lidarem mais efetivamente com a vida emocional de si mesmo e de seus filhos. Assim, os jovens recebem mensagens e ensinamentos consistentes sobre “competência emocional” em todas as áreas da vida.
Mostrando de que modo eles os pais pode tornar-se um “preparador emocional”, alguém capaz de fazer de seu filho um adulto “emocionalmente inteligente”, baseado na experiência do psicólogo americano John Gottman, divulgado no seu livro “Inteligência Emocional e a Arte de Educar nossos Filhos”.

CONTEÚDO:

O seu conteúdo pode alicerçar seu projeto de vida emocional, intelectual, social, profissional e existencial. Serão estudados e discutidos assuntos novos e importantíssimos da psicologia:

TEMAS PARA OS ALUNOS:

1. A vida como ela está – Você é insubstituível (pesquisa inicial)
2. Ser Autor da sua História: O Resgate da Liderança do "eu"
3. Contemplar o Belo
4. Código da Psicoadaptação ou da Resiliência
5. Libertar a Criatividade: Superar a Rotina
6. Código do Altruísmo
7. Código do Carisma
8. Código do Eu como gestor do intelecto
9. Os Pensamentos e seus fenômenos
10. Ter um Sono Restaurador
11. A Arte do Auto-Dialogo: A Mesa Redonda do "eu”
12. O autoconhecimento
a) Como gostar de si mesmo – auto-estima
b) Saber as suas qualidades e seus limites
c) Quais os objetivos de vida – nunca desista do seu sonho
d) O que é preciso fazer para alcançar os objetivos
13. Temperamentos (Sanguíneo, Colérico, Melancólico ou Fleumático)
14. As 4 armadilhas da mente - a) O conformismo; b) O coitadismo
15. c) O medo de reconhecer os erros; d) O medo de correr riscos
16. Código da Autocrítica – pensar nas conseqüências dos comportamentos
17. Trabalhar os Papéis difíceis da Memória: Reeditar o Filme do Inconsciente
18. O que é Emoção?
* Componentes de uma emoção
* Reações corporais na emoção
* O que é Educação Emocional
* Como percebemos as emoções
19. Administrar a Emoção (Código do Eu como gestor da emoção)
20. Raiva: efeitos corporais, conduta, origem, conseqüências, manuseio.
21. Medo: efeitos corporais, conduta, origem, conseqüências, manuseio.
22. Tristeza: efeitos corporais, conduta, origem, conseqüências, manuseio.
23. A Inteligência Emocional no Trabalho
24. Ser Empreendedor: Trabalhar Perdas e Frustrações
25. A Arte de Ouvir e a Arte de Dialogar
26. Código do Debate de Idéias
27. A arte do relacionamento
a) O valor da cooperação
b) A administração de conflitos
c) Os tipos de personalidade
d) Trabalhando com diferentes personalidades
28. Comunicação
a) Sensibilidade
b) Comunicando-se bem
c) Algumas regras de comunicação
(Pesquisa Final)
29. Inteligência Espiritual: Superando Conflitos Existenciais
30. Fazer da Vida uma Festa, Uma Grande Aventura (resultado da pesquisa)

Nos 30 encontros de execução do programa, a pessoa terá ferramentas tanto para conquistar excelência de vida como para enriquecer a inteligência, a compreensão da existência.
O programa tem dez princípios que constituem sua filosofia, sua natureza e razão de ser:
1. Cada ser humano é uma jóia única no palco da existência, uma obra prima do Autor da vida.
2. Ninguém pode decidir mudar a sua história, só você mesmo.
3. Um ser humano saudável forma pessoas saudáveis. Um líder forma outros líderes.
4. A solidariedade e a tolerância são os fundamentos das relações sociais.
5. O amor é o fundamento da vida: quem ama nunca envelhece no território da emoção.
6. As perdas e sofrimentos são uma oportunidade para nos construir e não nos destruir.
7. Os fortes compreendem, os frágeis condenam. Os fortes reconhecem suas falhas, os frágeis escondem-nas.
8. Saber ouvir é tão ou mais importante que saber falar.
9. Quando discriminamos alguém, nós os diminuímos; quando supervalorizamos alguém, nós nos diminuímos.
10. Quanto pior a qualidade da educação mais importante será o papel da psiquiatria. A educação é o alicerce da qualidade de vida.
São características das palestras: clareza de objetivos, dinamismo, participação, criatividade, originalidade e firmeza na execução.

AVALIAÇÃO:

“Nesta escola, Ciência do Eu, não existe nota; a própria vida é a prova final.” (GOLEMAN, p.282)
Baseado neste argumento, não ha como avaliar, mas podemos rabiscar os comportamentos e o desempenho intelectual. A participação das atividades realizadas em sala, leitura dos textos indicados, construção de trabalhos propostos e a auto-avaliação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Com o excesso de informações e as mudanças promovidas pela “crise de valores”, no dia-a-dia, torna-se necessário resgatar os princípios morais que norteiam o agir humano.
Nossa performance na vida é determinada não apenas pelo QI (quociente de inteligência), mas, principalmente, pelo QE (quociente emocional). Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional: ambos são parceiros integrais na vida mental. Quando esses parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta, assim como também sua capacidade intelectual. Isso derruba o mito de que devemos sobrepor a razão à emoção e instiga à busca do equilíbrio entre ambas.
Tendo o desejo de alimentar a todos que vier ao encontro deste programa, tornando um lugar de repouso, nutrição e talvez até mesmo incubadora das pessoas doentes emocionalmente, aquelas que gritam no seu silêncio doentio e gemem nos corredores da vida na sua rebeldia.
Este programa envolve a educação, a psicologia preventiva e a socioterapia, almeja atingir todo e qualquer ser humano, independente de sua cultura, condição social, religião, nacionalidade.
Desejo que cada um dos participantes viaje cada vez mais para dentro do seu próprio ser, se conheça mais, se ame mais e se doe para os outros. Almejo que, através do programa, possamos construir um oásis de qualidade de vida no deserto social.
A educação emocional é um desafio da escola no século XXI.
“SER FELIZ não é ter uma vida perfeita, mas humildade para reconhecer os erros, sabedoria para receber uma crítica injusta, coragem para ouvir um “não”, sensibilidade para dizer “eu te amo”, desprendimento para falar “eu preciso de você”.” (Augusto Cury, em Dez leis para ser feliz)

BIBLIOGRAFIA

Goleman, Daniel. Inteligência Emocional, Objetiva, 1995.
Gottman, John, Inteligência Emocional e a arte de educar nossos filhos, 48º edição, Objetiva, 1997.
Santos, J. O, Educação Emocional na Escola – a emoção na sala de aula. 2a edição, Faculdade Castro Alves.Salvador, 2000.
Accioly, J., Atahyde, A Educacão Emocional – O Caminho para a Competência Emocional, Salvador: Gráfica Santa Helena, 1996.
Gardner, Howard. Inteligências Múltiplas, Porta Alegre, Artes Médicas, 1995.
Jung, Carl G; O Desenvolvimento da Personalidade, Petrópolis Vozes, 1961.
Cury, Augusto J. Inteligência Multifocal São Paulo, Editora Culrix, 1998.
Cury, Augusto J. Treinando a emoção para ser Feliz. São Paulo, Academia de Inteligência, 2001.
Cury, Augusto J. Revolucione sua qualidade de Vida. São Paulo, Sextante, 2002.
Cury, Augusto J. Pais Brilhantes - Professores Fascinantes. São Paulo, Sextante, 2003.

Contato para Palestras

Idealizador:

João Victor Souza Guimarães
Estudante de Pedagogia
E-mail Pessoal: joaovictor.paz@hotmail.com
E-mail do Programa: programaescoladavida@hotmail.com
Celular: (87) 8839-3796

Que tipo de Pai ou Mãe você é?

OS PAIS SIMPLISTAS

• Não dão importância aos sentimentos do filho;
• Ignoram os sentimentos do filho;
• Querem que as emoções negativas da filha desapareçam logo;
• Costumam tentar distrair o filho para fazê-la esquecer as emoções;
• São capazes de ridicularizar ou fazer pouco das emoções da filha;
• Acham que os sentimentos da filha são irracionais e, portanto, não contam;
• Demonstram pouco interesse no que o filho está tentando comunicar;
• Podem ser incapazes de perceber as próprias emoções e da dos outros;
• Sentem-se constrangidos, assustados, ansiosos, aborrecidos, magoados ou espantados com as emoções da sua filha;
• Temem descontrolar-se emocionalmente;
• Dão mais importância à superação que ao significado das emoções;
• Acham que as emoções negativas são prejudiciais ou “tóxicas”;
• Acham que ficar pensando nas emoções negativas só vai “piorar as coisas”;
• Não sabem o que fazer com as suas emoções nem a do filho;
• Vêem as emoções da filha como uma exigência para “consertar” as coisas;
• Acham que as emoções negativas mostram que a filha está desajustada;
• Acham que as emoções negativas do filho depõem contra seus pais;
• Minimizam os sentimentos do filho, desmerecendo os acontecimentos que causaram a emoção;
• Não tentam resolver o problema com o filho; acham que os problemas se resolvem com o tempo.

Efeitos do estilo simplista sobre o filho: Ele aprende que seus sentimentos são errados, impróprios, inadequados. Pode aprender que há algo intrinsecamente errado com ele por causa do que ele sente. Pode ter dificuldade em regular as próprias emoções.

OS PAIS DESAPROVADORES

• Demonstram muitas das atitudes dos pais simplistas, mas de uma forma mais negativa;
• Julgam e criticam a expressão emocional da filha;
• Estão preocupados demais com a necessidade de controlar os filhos;
• Enfatizam a obediência a bons padrões de comportamento;
• Repreendem, disciplinam ou castigam a criança por manifestações de emoção, esteja o filho agindo mal ou não;
• Acham que a manifestação de emoções negativas deve ter limites de tempo;
• Acham que as emoções negativas precisam ser “controladas”;
• Acham que as emoções negativas refletem deficiência de caráter;
• Acham que o filho usa emoções negativas para manipular, isso provoca disputa pelo poder;
• Acham que as emoções enfraquecem as pessoas, os filhos precisam ser emocionalmente fortes para sobreviver;
• Acham que as emoções negativas são improdutivas, uma perda de tempo;
• Vêem as emoções negativas (especialmente a tristeza) como um bem a ser poupado;
• Preocupam-se bastante com a obediência da filha à autoridade.

Efeitos do estilo desaprovador sobre o filho: Os mesmos que os do estilo Simplista.

OS PAIS SUPER-PERMISSIVOS

• Aceitam livremente qualquer expressão de emoção por parte da filha;
• Reconfortam o filho que esteja experimentando sentimentos negativos;
• Quase não procuram orientar o comportamento do filho;
• Não orientam o filho sobre as emoções;
• São permissivos, não impõem limites;
• Não ajudam a filha a resolver problemas;
• Não ensinam o filho métodos para solucionar problemas;
• Acham que pouco se pode fazer a respeito das emoções negativas, a não ser afastá-las;
• Acham que administrar emoções negativas é uma questão de hidráulica, basta liberar a emoção.

Efeitos do estilo que permite tudo sobre o filho: Ela não aprende a regular as emoções, tem dificuldade de se concentrar, de fazer amizades, de se relacionar com outras crianças.

OS PAIS PREPARADORES EMOCIONAIS

• Vêem nas emoções negativas uma oportunidade de intimidade;
• São capazes de perder tempo com um filho triste, irritado ou assustado, não se impacientam com a emoção;
• Percebem e valorizam as próprias emoções;
• Vêem nas emoções negativas uma oportunidade importante para agirem como educadores;
• São sensíveis aos estados emocionais da filha, mesmo os sutis;
• Não ficam confusos nem ansiosos com a expressão de emoção da filha, sabem o que precisa ser feito;
• Respeitam as emoções do filho;
• Não ridicularizam nem fazem pouco das emoções negativas do filho;
• Não dizem como a filha “deve” se sentir;
• Não sentem que precisam resolver todos os problemas para o filho;
• Usam os momentos de emoção para:
- escutar o filho;
- demonstrar empatia com palavras tranqüilizadoras e afeição;
- ajudar o filho a nomear a emoção que ele está sentindo;
- orientar na regulamentação das emoções;
- impor limites e ensinar manifestações aceitáveis da emoção;
- ensinar técnicas de solução de problemas.

Efeitos do estilo preparador emocional sobre o filho: Ele aprende a confiar em seus sentimentos, regular as próprias emoções e resolver problemas. Tem auto-estima elevada, facilidade de aprender e de se relacionar com as pessoas.

O que muda quando o filho tem pais preparadores emocionais?
O filho que têm preparo emocional são fisicamente mais saudáveis e apresentam melhor desempenho acadêmico do que os que não têm. Estes filhos se dão melhor com os amigos, têm menos problemas de comportamento e são menos propensas à violência. E o que é mais importante, têm menos sentimentos negativos e mais positivos. Em resumo, são mais saudáveis emocionalmente também.
Os filhos com preparo emocional são mais flexíveis. Elas não deixam de ficar tristes, irritadas ou assustadas em circunstâncias difíceis, mas têm mais capacidade de se acalmar, sair da angústia e procurar atividades produtivas. Em outras palavras, são mais inteligentes emocionalmente.


Texto retirado do livro:
Inteligência Emocional e a Arte De Educar Nossos Filhos
John Gottmam

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Para quem devo contar minha dor?

Num mundo com valores tão confusos, é preciso ter muito zelo com o que sentimos e nos faz sofrer. Este mesmo mundo também está disposto a nos ensinar a jogar a dor fora, como lixo e como coisa ruim que de nada serve.

Entretanto, antes de falar por aí que você está sofrendo, experimente se perguntar se essas dores não são também mestras da sabedoria do viver. Falando aos outros, queremos, na verdade, retirá-las de nós e os resultados você também já experimentou.

Que tal guardá-las um pouquinho, meditar com elas, rezar com o que provocam em você e amadurecer?

Assim, mais do que levá-las a alguém, vamos crescer na sabedoria e desenvolver a habilidade de caminhar entre espinhos.

É você quem escolhe!

Seu irmão,
Ricardo Sá